Grupos de Discussão

27 de outubro

Audiovisual A. 14h às 18h
Métodos de Análise na Pesquisa Empírica de Comunicação
Proponentes: Caroline Brito dos Reis, Fernando Falcão, Marcos Mendes, Laila Calvacante, Iane Parente, João Victor Sales, Raiana Soraia Carvalho, João Victor Cavalcante, Isadora Meneses, Ranniery Melo, Alan Góes e Carlos Mazza.

O grupo de discussão tem como principal objetivo criar um debate acerca dos métodos de análise a serem utilizados a fim de viabilizar pesquisas na área de comunicação. Destacam-se dentre essas metodologias, as ferramentas de análise fílmica, análise do discurso e do conteúdo e estudos sobre narrativa. A intenção de promover essa discussão é válida se considerarmos que esses métodos são dispositivos muito utilizados para observar o universo midiático e suas interfaces com outras áreas de conhecimento. Por essa razão, materiais empíricos como filmes, livros e produções jornalísticas, como jornais (impressos, televisivos e radiofônicos) e revistas são compreendidos por meio desses métodos de pesquisa. Afinal, o mundo midiático, preso a um jogo de espelhos (ele reflete o espaço social e é refletido por este), é levado a observar-se, estudar-se e autojustificar-se. (Charaudeau, 2007, p.16) É, pois, fundamental, no âmbito universitário que os estudantes se aperfeiçoem em formas de análise que levem a cabo os estudos de problemáticas, como, por exemplo, os contratos midiáticos entre público e imprensa ou observações de determinadas narrativas cinematográficas. Afinal, as análises são modalidades de interpretação de textos que, apoiando-se em diferentes orientações filosóficas, propõem formas de análise fundamentadas nas diversas teorias linguísticas, na semiótica, na hermenêutica, no estruturalismo, no interacionismo e na análise da conversação, a fim de se extrair significados expressos ou latentes de um texto. (Chizzotti, 2006, p.113) E essa é uma atividade essencial para quem pretende desvendar os diversos significados contidos nos textos ou em outras formas de comunicação.

Audiovisual C. 16h às 18h
Vozes Silenciadas: mídia e movimentos sociais
Proponentes: Mônica Mourão Pereira e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Discussão acerca da cobertura da mídia sobre movimentos sociais, a partir do caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), analisado na pesquisa Vozes Silenciadas – A cobertura da mídia sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O relatório é resultado da análise de 301 matérias que mencionaram o MST de fevereiro a julho de 2010. A pesquisa será apresentada e distribuída no GD, servindo como mote para a discussão sobre mídia e movimentos sociais.

28 de outubro

Audiovisual C. 10h às 12h
Comunicação e Experiência Estética
Proponente: Érico Oliveira de Araújo Lima.

A proposição deste grupo é provocar um tensionamento nos possíveis do campo da comunicação como instância produtora de sentidos e de questões para o mundo. Parte-se de uma reflexão com foco nas multiplicidades do olhar comunicacional que opera em interfaces várias, entre as artes e a filosofia, as novas tecnologias e as estéticas da vida cotidiana. O campo da comunicação não se restringe, segundo a perspectiva que se pretende traçar, a estudos sobre mídia e sobre a mediação social e cultural. Trazer a problemática da estética implica um movimento em dois eixos: propor novos possíveis dentro do próprio campo de pesquisa e afirmar a experiência estética como presença fundamental na vida ordinária e na produção de afetos. A problemática aqui permite buscar provocações para diversos estudos que partem de um olhar comunicacional, no âmbito das artes, das imagens, das tecnologias, do corpo, da performance e dos múltiplos cruzamentos dessas esferas. A reflexão sobre a estética sofre aí inflexões com implicações teóricas e metodológicas, que já nos permitem ir além de considerações em termos de um discurso sobre o sensível ou de uma consideração em torno das belas artes e das faculdades de julgar. Na esteira do que autores contemporâneos como Rancière, Agamben, Deleuze e Schaeffer propõem para as políticas do pensamento em torno da experiência sensível, algumas dicotomias podem ser esmaecidas, para que se prefiram as contaminações, da estética com a política, do sagrado com o profano, da imagem com a palavra. Esse grupo de discussão vem ainda numa tentativa de somar a reflexões feitas por pesquisadores brasileiros, como César Guimarães, André Brasil, André Parente, Cézar Migliorin, que traçam cruzamentos entre arte, experiência estética e fenômenos comunicativos, para além da dimensão discursiva, com foco na constituição de comunidades, na formulação de um em comum que seria, a um só tempo, estético e político.

Audiovisual C. 16h às 18h
Conhecendo Vilém Flusser
Proponente: Anna de Carvalho Cavalcanti.

Buscando dar continuidade ao estudo que vem sendo feito desde o começo do ano no Grupo de Estudos Vilém Flusser, orientado pelos professores Gabriela Reinaldo e Osmar Gonçalves, proponho o grupo com o objetivo de expandirmos a discussão dentro do âmbito dos cursos de Publicidade e Propaganda e de Jornalismo acerca do pensamento do filósofo. Nascido em Praga, em 1920, Flusser chegou ao Brasil em 1941, instalando-se em São Paulo, onde criou o primeiro curso de Comunicação, na FAAP. Aqui, deixou um reconhecido legado de contribuições na área e escreveu para diversos jornais como importante pensador e professor. Suas temáticas vão desde a teoria da linguagem verbal (Língua e Realidade, 1963) aos gestos humanos (Os Gestos, 1994), passando por preocupações com o futuro da escrita e das comunicações. Apesar da vastidão do seu campo de estudo, Flusser é conhecido mundialmente por suas teorias sobre a pós-História e as imagens técnicas. A ideia do grupo de discussão surge como um incentivo àqueles que desejam conhecer a obra do filósofo em um encontro inicial e introdutório. Para aprofundar e esclarecer as temáticas abordadas, contaremos com a presença dos participantes do Grupo de Estudos Vilém Flusser e dos professores Gabriela Reinaldo e Osmar Gonçalves.

Audiovisual D. 10h às 12h
Democom
Proponentes: Iane Parente, Danielle Melo, Jório Matos, Kamilla Medeiros, Fernando Falcão, Natasha Cruz e Sâmila Braga.

Comunicação compreendida como direito é algo que ainda não se concretiza com facilidade na mente de uma considerável parcela da população. É preciso pensar na comunicação e na luta pela sua democratização não como algo abstrato e distante a nossa realidade, mas sim como um direito básico que é negado para a maioria de nós. Direito este que sequer é reivindicado, por não ser entendido como algo pertencente a nós. Independente do fato de sermos estudantes e futuros trabalhadores da área da comunicação, a discussão sobre esta temática se faz necessária no plano da cidadania.. Precisamos problematizar a configuração do sistema de comunicação de massa em terras brasileiras, conhecendo e entendendo as políticas públicas, na área, ou a falta destas. Nós, da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, entendemos que uma discussão questionadora sobre a constituição comunicação se faz necessária dentro do curso de comunicação social, por essa razão propormos este espaço, que pretende estabelecer breve panorama conjuntural do mass media nacional, como também as iniciativas de movimentos sociais para a modificação do cenário estabelecido.

Audiovisual B. 16h às 18h
O Cinema e a Relação com a Infância
Proponentes: Roseane Rodrigues de Morais, Elias Bruno Dias Oliveira e Maria Fabíola Gomes.

O grupo de discussão “O cinema e a relação com a infância” pretende discutir as relações de personagens infantis, o mundo da criança e do adolescente e todo o imaginário envolvido a partir de filmes que pensem a criança, não só como ser no mundo, mas como um ser que é envolvido nele e que sofre consequências desse mundo. A criança, em filmes como “Juno”, “Ladrões de Bicicleta” e outros mais, é retratada de formas diferentes, formas essas que serão analisadas por nós, partindo de trechos desses filmes (e outros mais) que serão mostrados para o público que participará do grupo de discussão. Questões como: a gravidez na adolescência, o crescimento precoce de crianças, violência infantil,o mundo que a criança vive e que não o pertence de certa forma, serão abordados de forma dinâmica pelos proponentes e irão abrir um debate para a questão da criança e do adolescente nos dias atuais. Questões que não necessariamente são novas, mas que permanecem, desde antes até hoje no nosso mundo. A marginalização e a miséria infantil também será vista em filmes da década de 40/50, mas é um tema recorrente até hoje, problema que é visto em grande quantidade nas favelas e bairros pobres do mundo inteiro. O bullying, questão tratada com grande seriedade nos dias atuais, também será abordado nas nossas discussões. Nosso grupo de discussão, que vem pensando as questões da infância, adolescência, juventude e mídia, assunto discutido na Universidade principalmente pelo GRIM (Grupo de Estudos da Relação Infância e Mídia) pretende trazer esse assunto à tona não só na mídia televisão, mas em uma das mídias que muitas pessoas não tem o costume de utilizar, o cinema. É com o cinema, a sétima arte, que pretendemos abrir a discussão sobre o tema.

Audiovisual B. 10h às 12h
Adaptações Cinematográficas de Histórias em Quadrinhos
Proponentes: Pedro José Arruda Brandão e Kamilla Medeiros do Nascimento.

O grupo terá como intuito discutir sobre as adaptações de quadrinhos, prática do atual mercado cinematográfico que se mostra cada vez mais presente e em um crescente aumento de números, tanto na quantidade de filmes quanto de público. O objetivo é procurar saber como as adaptações influenciam no mercado de quadrinhos e de filmes, como essas novas visões de ver os personagens clássicos da nona arte são analisadas e assimiladas pelos fãs de longa data e como estão acontecendo essas traduções de páginas de quadrinhos para a película cinematográfica. O processo de discussão será feito em rodadas, onde cada pessoa terá a oportunidade de falar sua opinião sobre um filme em questão. A obra cinematográfica será escolhida através de sorteio e, logo após o sorteio, será feita uma pequena apresentação da trama ou do personagem que originou o longa metragem que irá ser discutido. Após a rodada de debates, um novo filme será sorteado e novamente as discussões serão feitas. Os filmes analisados serão Homem de Ferro, com direção de Jon Favreau; Homem Ranha, com direção de Sam Raimi; Sin City – A Cidade do Pecado, com direção de Robert Rodriguez; Watchmen, com direção de Zack Snyder; Batman – O Cavaleiro das Trevas, com direção de Christopher Nolan; V de Vingança, dirigido por James McTeigue; Demolidor – O Homem Sem Medo, de Mark Steven Johnson; e Kick Ass – Quebrando Tudo, com direção de Matthew Vaughn.

Audiovisual A. 14h às 16h
Tradução Intersemiótica
Proponente: Fernando Wisse Oliveira Silva.

Das páginas para tela: A tradução da saga Harry Potter para o cinema. O objetivo deste Grupo de Discussão é examinar como se dão as formas de adaptação de grandes obras literárias para o cinema. Sabe-se que não é nova a atividade de reviver grandes clássicos da literatura nas telas de cinema e dar uma nova forma de encarar a história, concretizando em atores e cenários aquilo que estava apenas no imaginário, de diferentes maneiras, de cada leitor. Mas o quão fiel as adaptações podem ser às obras literárias? Reduzir grandes quantidades de páginas em filmes de duas horas parece ser um grande desafio, é possível manter o enredo tradicional sem deixar furos na história? Pretende-se aqui gerar uma discussão em torno da adaptação da tão bem-sucedida série de filmes da saga Harry Potter, que teve sua conclusão em julho de 2011. Foram 8 filmes em 10 anos para adaptação dos 7 livros de J.K. Rowling sobre o menino bruxo. A série de filmes é tida como a mais bem sucedida da história do cinema, com bilhões de dólares em arrecadação. A discussão do grupo pretende se basear no uso de literatura em tradução intersemiótica e adaptação cinematográfica (BERNADET, 2008; DINIZ,1993; NETTO, 2001; NÖTH, 1999; PLAZA, 2003). Tem-se como objetivo uma observação sobre a tradução de pontos como: construção de personagens, cenários e desenrolar do enredo.

Audiovisual A. 16h às 18h
Estratégias de Comunicação Política Online
Proponentes: Fernando Wisse Oliveira Silva, Francisco Paulo Jamil Almeida Marques, Gabriela Alencar Sousa e Camila Mont’Alverne Barreto de Paula Pessoa.

O objetivo deste Grupo de Discussão é examinar as novas estratégias de comunicação política que as tecnologias digitais de comunicação trazem para o jogo político-eleitoral. Sabe-se que a evolução dos suportes mediáticos altera determinados aspectos das democracias modernas, sobretudo no que se refere à relação entre cidadãos e representantes.

Perguntas de Partida:
– Que novas disposições e comportamentos podem ser percebidos uma vez que os media digitais passam desempenhar um papel importante no processo de captura do voto?
– Há modalidades inéditas de promoção das campanhas ou, na verdade, percebe-se uma continuidade na maneira de se abordar os eleitores?
Lançar mão da internet como ferramenta para agregar visibilidade às opiniões e projetos de seus candidatos tornou-se essencial aos partidos, cujo intuito é abranger, naturalmente, a maior parcela possível do eleitorado. Teve-se como exemplo de grande êxito de campanha na internet, a apropriação de ferramentas da rede mundial de computadores realizada por Barack Obama nas eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos. No Brasil, as eleições de 2010 mostraram que a utilização de tais ferramentas pode contribuir para potencializar a visibilidade dos candidatos. Novas configurações já tomam forma para as eleições de 2012 em todo o mundo. Desta maneira, perceber tais mudanças mostra-se essencial para entender o funcionamento das modalidades de promoção de campanhas vigentes.
Pretende-se discutir esse tema tomando como base exemplo de campanhas nacionais e internacionais; além do uso de literatura (Aggio, 2011; Chaia, 2007; Gomes, 2009; Marques e Sampaio, 2011; Nance, 2009; SORJ, 2006) na área de Comunicação, Internet, e Democracia; e com base em discussões realizadas no Grupo de Pesquisa em Política e Novas Tecnologias (PONTE/UFC).

Sede do Pirambu Digital. Ônibus sairá da UFC (20 vagas) às 14h
Inclusão Digital e Comunicação (visita ao Pirambu Digital)
Proponentes: João Carlos Bento Filho e LIGA.

O Palavras de Liberdade é uma ação promovida pela Liga Experimental de Comunicação com o objetivo de discutir como a Comunicação pode atuar na garantia e efetivação de Direitos Humanos. Contando com recursos do Ministério da Educação (MEC), através do Programa Extensão Universitária (Proext), o Palavras de Liberdade, em 2011, realizou discussões em torno das temáticas Juventude, Diversidade Sexual e Meio Ambiente, utilizando-se de mesas redondas, abertas ao público em geral, e espaços de formação mais restritos, voltados para estudantes e profissionais de comunicação. Durante a XX Semana de Comunicação, o Palavras de Liberdade irá debater, em seu IV Ciclo, a Inclusão Digital, levantando questionamentos acerca do modelo que vem sendo implantado no país, buscando compreender se é a forma mais eficaz de levar vez e voz a milhares de brasileiros   que se encontram em situação de exclusão, seja da técnica, seja da apropriação. É este o objetivo que o Grupo de Discussão propõe. A partir da visita ao Pirambu Digital, cooperativa que funciona no bairro de mesmo nome, buscaremos aprofundar as questões devem ser levantadas durante a mesa redonda do Palavras de Liberdade, que acontece no terceiro dia da SeCom. O intuito é de discutir, com base no trabalho desenvolvido pela cooperativa e nas vivências pessoais de seus membros e dos participantes do GD, formas de a Comunicação atuar no sentido de garantir a inclusão social no meio digital.

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